sábado, 23 de maio de 2009

Velha Açucarada

Era uma vez uma velha açucarada. Acordava todas as manhãs com remelas nos olhos, resquícios de sonhos antigos. Abria as cortinas, dava um pequeno e carinhoso chute no gatinho cego; assim ele se guiava. Quando chegava à cozinha, punha a mesa. Duas xícaras, duas colheres e... não, uma xícara, uma colher. Esquecera, a velhinha açucarada, que o Francisco morrera há algum tempo. Depois de tomar o café numa manhã como qualquer outra, ela realmente ficou entediada por não ter com quem rir com o show da Tv a cabo. Então ela foi até a cozinha, pegou a faca que amolara na semana passada e cortou a garganta. Fim.
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Escrito há tempos, achado com trabalho árduo.
Até a próxima, e tudo.
 
 
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