Em parte deve ser mais ou menos isso: você nasce e cresce, tem festas infantis e tudo o mais. Você delira com discursos sociológicos de uma atriz em um filme francês, acredita em coisas como tragédia, traição e tétrades; adquire ideologias, furadas ou não. Você ama uma criança que te faz rir, que é cobaia em suas loucuras científicas, que é a única que, de fato, te faz sorrir e que é a única que, de fato, você ama. Você aprende coisas como fazer caretas, você encontra gente que delira tal qual você. Você interage e interage (e interage para quê?), desperta sentimentos obscuros em si e nos outros e nunca para com as malditas caretas. Anda desconcertado, perdido em si mesmo e às vezes para para ver uma droga de um pôr-do-sol. Debate consigo mesmo sobre superficialidade, vermes e pessoas e tem de tolerá-las, e elas a você. Mas no fundo você percebe, e é você, não eu, que, mesmo com elas, de uma maneira implacável, você estará sempre sozinho.
E você, e não eu, é só uma criança-alada.
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Escrito para pequenas coisas frágeis e épicas.
Até a próxima, e tudo.
