sábado, 5 de junho de 2010

Se você existisse

Se pudesse tê-lo, o teria
você seria meu
e nossas mentes estariam unidas.

Como mostra-se bela sua coragem!
Dos tipos imensuráveis, dos tipos inconsequentes,
que exala de seus poros como se urgisse pelo desafio!

Como delimita-se sua inteligência!
Porque não questiona os contratos sociais,
não se emociona com a perenidade do modelo atômico,
não duvida das doenças crônicas!

Você nem ao menos cogita porque ginastica,
nem ao menos é positivista,
sequer aprecia a ordem do método
e intrigas paulistanas.

É cretino e desprezível.
Mas mesmo assim o quero.
Sou safo.

Escrito incógnito.
Até a próxima, e tudo.
 
 
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