sábado, 10 de julho de 2010

Coxas

Seguro teu rosto no meu,
meus lábios encontram os seus,
não te beijo, te pergunto:
- És minha?
Não posso imaginar maior confidência,
do que a dita antes de um beijo,
antes do inevitável,
antes do invariável e
indestrutível.
Respondes-me tu:
- Não.
E, mesmo assim, nos beijamos.

Escrito com um quê de homoerotismo marginal morto no dia 03.
Até a próxima, e tudo.
 
 
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