Tua circunstância é,
entre teus desejos e teus ócios
A própria propagação de teus sentimentos.
Um dia decidiste abandonar o que em ti não havia nascido.
Propuserdes ao mundo uma trégua.
Anos e anos de trégua.
De paz sobre paz, exposta como um troféu da maior das vitórias.
Pois quando bem ou mal adormecias,
Enquanto sonhavas com o delírio de tua consolação,
Foste seduzido pelo hálito da noite,
Pelo ar grandioso do outro,
Pelos nomes do mundo.
Assim, de repente, assaltado,
Tu te sentirdes satisfeito,
ao tê-lo, o mundo, submisso.
Mal o sabias o quanto estavas enganado.
O mundo nunca será teu.
O patético, o efêmero e a solidão, como borboletas aladas,
Serão teus como os outros nunca o serão.
Tua circunstância nunca mudará.
Ainda terás o dia como testemunha e a noite como abrigo.
A vida ainda será imposição.
Nada nunca mudaria.
O destino, como perpétuo, regojiza-se ao ter em suas mãos humanos como tu.
