Em nada nos assemelhamos com aquilo que gostaríamos que fôssemos. Na construção desse eu inventado, alguns detalhes são pesados e difíceis de serem assimilados pela estrutura. Não é delicioso se acostumar com a invenção, com o forçado, com a pretensão? O pretensioso não é o falso nem o sonhado, é a possibilidade tomada por si e se feita de real. Quando o sol aparece no horizonte, e percebo um farfalhar em algum canto próximo, o medo da possibilidade é maior que a curiosidade diante do desconhecido. Diante do possível, o impossível murcha e se entristece, mas não morre.

